O que O Estadão fez no último dia 14 é uma afronta aos que andam a profetizar o fim do jornal impresso. Não vi a reforma do impresso (aqui em Barreiras, no oeste baiano, poucos jornais circulam). A do site, empolga. Tenho dito: não sei se as novas tecnologias estão decretando o fim do jornal impresso, mas que têm suscitado profundas reflexões sobre o modelo atual, ah isto tem!
Seduzir o leitor sempre foi um desafio. De um tempo para cá esta sedução está exigindo maiores acrobacias. Quer sejam estilísticas ou de design. Ora, quando o jornal impresso publica, a televisão e o rádio já deram. A internet, com sua potencialidade interativa, já aprofundou. Mostrou infográficos animados, recuperou a história, convidou o leitor/internauta a se manifestar (e ele se manifestou).
Com esta iniciativa d'O Estadão, fica patente que a credibilidade continua sendo um trunfo para a sobrevivência do jornal. Reconhecer-se em um mundo em transformação, é acompanhá-lo. O ditado popular próprio de fim de ano vem a calhar: quem morre de véspera é peru.
Recomendo duas leituras sobre o assunto: uma do próprio Estadão e outra de Alberto Dines.
PS.: Vale a pena a leitura de mais dois textos: um de Pedro Doria e outro ainda do Estadão.
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